avós

bloga8, Gravidez e Pós-Parto, Opinião|Bea, Parentalidade

avós, querem ajudar?

Quando nasce um bebé nasce uma nova mãe. É daqueles clichés que ouvimos na gravidez e, nomeadamente este, não poderia estar mais certo. Cada gravidez é única. E em cada uma delas nasce uma nova mãe. Do meu primeiro parto, nasceu a mãe do Pedro e do segundo, nasceu a mãe do Miguel. Felizmente, tive muita ajuda dos avós dos meus filhos neste primeiro início da maternidade de cada um deles e isso fez com que algumas coisas corressem bem melhor do que se estivesse sozinha.

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Opinião|Bea

|os seis avós dos miúdos|

Se há coisa que me recordo da minha primeira infância são os meus avós. Como apenas fui para o jardim-escola com três/quatro anos, lembro-me de brincar com eles, de ir ao mercado municipal buscar o peixe e os legumes, lembro-me de ir ao talho escolher a carne e, por incrível que pareça, ainda hoje algumas das peças de carne que compro são as mesmas e com as mesmas indicações que a minha avó na altura dizia.

Lembro-me de lanchar com eles, de ir aos baloiços e da minha avó “pegar” com o meu avô. E rirem-se muito, muito! continuar a ler

bloga8, organização

[organização] Acabaram as Aulas! E Agora??

Faça soar o alarme!

Este tom alarmista do título é propositado. Nas casas desse Portugal fora, o sentimento de pânico, cansaço por antecipação e ar sustido é comum a muitos pais que se vêm a braços com uma ou mais crianças em casa e a ter de congeminar um plano para a coisa dar mais ou menos certo.

Isto porque, embora para as nossas crianças as férias comecem mais ou menos em meados ou finais de Junho, para a grande maioria dos pais com direito a pouco mais de 22 dias de férias por ano, não é o caso. Claro que para poder dar um responso às várias questões que se colocam com este cenário pré-apocalíptico, terei obviamente que deixar aqui uma pequena ressalva e de pedir ajuda ao público que me lê desse lado aí da fibra óptica: feedback. continuar a ler

bloga8, Crianças, Parentalidade, psicologia

[psicologia] O Conceito de Morte nas Crianças

Em maio deste ano, a Bea partilhou um post |avó, não faças anos por favor!|

Este post gira à volta do tema da morte aos olhos das crianças e o medo de perder os adultos de referência – que neste caso, seguindo a ordem da vida, seriam os avós.

Como mãe, o meu filho de quatro anos também já me questionou o que era morrer e quando é que ele ia morrer. No espaço de semanas, percebi que o tema lhe surgiu – sem certeza de como – e com ele se manteve, porque perguntou a todos cá em casa e aos avós, com que idade morreriam.

A verdade é que a nossa cultura tem destino e melancolia em melodia no fado, mas a sociedade aparenta uma aversão a falar abertamente do tema da morte. Aliás, é comum fazer-se de tudo para afastar a criança do que represente morte ou de conversa a respeito, achando-se que isso a protegerá e contribuirá para o seu conforto psicológico.

Lamento desiludir, mas evitar conversar sobre o assunto, leva a um sentimento de dúvida persistente por parte da criança (que a pode levar a criar um condicionamento futuro desse tema, que ela percepciona como tabu), criando-lhe a sensação de ser algo que não controla e do qual nem os pais conseguem falar, nem sossegá-la a respeito.

Como Psicóloga, no curso que realizei de intervenção psicológica em situações de catástrofe (pela Ordem dos Psicólogos Portugueses), abordei os temas da perda, da morte e do luto, e sei que a compreensão destes três conceitos e as reacções emocionais geradas, são completamente diferentes num adulto e numa criança. Mas vamos por partes.

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