Crianças

Crianças, montessori, Parentalidade

[montessori] Pedagogia Montessori no dia-a-dia… onde tudo começou!

Descobri Montessori em 2011 no Equador, ao conhecer uma jovem de 20 e poucos anos, absolutamente fantástica. Com uma forma de ser tranquila, um raciocínio muito prático, lógico e objetivo, com uma capacidade de resolução de conflitos incrível e uma harmonia em todo o seu ser. Fiquei com uma enorme vontade de perceber como tinha “chegado a ser assim”!! Percebi…continuar a ler
bloga8, Crianças, psicologia

[psicologia] “Até que desapareceste.”

No último texto, escreveu-se sobre resiliência e em como a nossa história não determina o nosso destino. Mas, ainda assim, a nossa história marca o nosso futuro de alguma maneira.

Quando questiono sobre marcos do passado, é comum evocarem-me uma perda de algo ou alguém de referência. A morte, parece ser, ainda, um assunto difícil de se falar e lidar. Mas não tem de ser… proponho que sigam o raciocínio seguinte.

Faz parte da capacidade de resiliência de alguém, ser capaz de “processar” um determinado acontecimento e lidar com ele da melhor forma possível. Porquê? Veja-se desta perspectiva: ainda há vida pela frente. Se sobreviveu, dê novo sentido à sua vida.

Quem sobreviveu (ou sobrevive), de uma forma ou de outra, tem uma nova esperança, uma nova oportunidade de gerirmos da melhor forma o que nos foi dado. Por “dado”, pode mesmo ser uma ferida, uma supressão, uma emoção intensa. Mesmo que a dor de uma perda permaneça, ela existe por um motivo.

Porquê?! continuar a ler

bloga8, Crianças, EcoFamily, Opinião|Bea

|as cinco coisas que não prescindo| #4 – desfralde

O M começou (ou anda a começar) o desfralde. A insistência dele em abrir os velcros da fralda e até uma pequena irritação na pele fez-me levar este árduo processo avante. Não está a ser fácil, mas o início é sempre uma chatice. Para eles, e para nós. O desfralde do P foi um pouco demorado (3 semanas +/-, mas foi eficaz; nunca mais fez xixi nas cuecas!).

Antes de começar o processo, dizem os especialistas que as rotinas não devem ser muito alteradas, ou seja, se vai para algum lado de férias, aguarde pelo regresso a casa e normalize as rotinas. O mesmo se aplica se a criança tiver um irmão ou mudar de casa. Ou seja, tente que o desfralde seja um processo turbulento dentro da rotina e da normalidade da criança. Não fique ansioso nem ralhe por algum descuido. É normal errar quando não se sabe. E claro, encorajar sempre que fazem no sítio certo! “Boa, conseguiste!” ou “xau cócó!” resultaram cá por casa!

Não há receitas mágicas e não há problema em não conseguir. Se reparar que o seu filho não está preparado, volte à fralda permanente sem grandes alaridos.

Da experiência do primeiro filho tirei alguns essenciais que agora dão bastante jeito! Deixo-vos a minha experiência. continuar a ler

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[farmácia] Os desparasitantes não são só para os animais!

O vulgarmente denominado "remédio das bichas" é um fármaco desparasitante, isto é, um medicamento que combate as infecções provocadas por parasitas, neste caso, parasitas intestinais. Os parasitas são um grupo grande de seres vivos que dependem de outro ser vivo para viver. As infecções por parasitas intestinais podem ser transmitidas de diversas formas. Podem ser adquiridas a partir da ingestão de larvas…continuar a ler
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[psicologia] O Conceito de Morte nas Crianças

Em maio deste ano, a Bea partilhou um post |avó, não faças anos por favor!|

Este post gira à volta do tema da morte aos olhos das crianças e o medo de perder os adultos de referência – que neste caso, seguindo a ordem da vida, seriam os avós.

Como mãe, o meu filho de quatro anos também já me questionou o que era morrer e quando é que ele ia morrer. No espaço de semanas, percebi que o tema lhe surgiu – sem certeza de como – e com ele se manteve, porque perguntou a todos cá em casa e aos avós, com que idade morreriam.

A verdade é que a nossa cultura tem destino e melancolia em melodia no fado, mas a sociedade aparenta uma aversão a falar abertamente do tema da morte. Aliás, é comum fazer-se de tudo para afastar a criança do que represente morte ou de conversa a respeito, achando-se que isso a protegerá e contribuirá para o seu conforto psicológico.

Lamento desiludir, mas evitar conversar sobre o assunto, leva a um sentimento de dúvida persistente por parte da criança (que a pode levar a criar um condicionamento futuro desse tema, que ela percepciona como tabu), criando-lhe a sensação de ser algo que não controla e do qual nem os pais conseguem falar, nem sossegá-la a respeito.

Como Psicóloga, no curso que realizei de intervenção psicológica em situações de catástrofe (pela Ordem dos Psicólogos Portugueses), abordei os temas da perda, da morte e do luto, e sei que a compreensão destes três conceitos e as reacções emocionais geradas, são completamente diferentes num adulto e numa criança. Mas vamos por partes.

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