Autor: Joana Madureira

bloga8

[psicologia] Conheces a tua voz interior?

Chegados ao último mês de 2016, é muito habitual fazermos balanços sobre o ano que agora acaba: sobre as conquistas, sobre os riscos, sobre as perdas, sobre a nossa actuação nos vários papeis sociais, etc.

Durante este processo, apercebi-me da minha voz interior e da forma como eu me estava a avaliar. Alguma vez tomaram consciência da vossa voz interior?

boy

continuar a ler

bloga8, psicologia

[psicologia] O meu filho pediu-me uma pistola, e agora?

O tema desta semana, foi-nos sugerido por uma leitora que nos é muito querida, a Marisa, que tem um filho de 4 anos.

O título deste texto, poderia não suscitar grande alarme aos pais, pelo simples facto de vivermos num país aparentemente pacífico, ao contrário de países como a América. MAS, o título deste texto, quer-vos convidar a uma profunda e necessária reflexão a respeito dos brinquedos que permitimos que as nossas crianças brinquem. Em particular, os bélicos.

continuar a ler

bloga8, psicologia

[psicologia] Comunicação Não Violenta

Alguma vez pararam para (re)pensar na forma como comunicam com os outros? Já alguma vez fizeram uma questão que gerou má interpretação ou um comentário, ou uma reacção hostil do lado do receptor? E quando vos falam num tom reprobatório, como é que reagem?

Pois bem, hoje proponho-vos explorar um pouco sobre comunicação não violenta. continuar a ler

bloga8, psicologia

[psicologia] Celebre-se a felicidade!

Decidi dedicar o texto desta semana à Felicidade.

Felicidade, essa emoção que vi espelhada nos rostos de quem acompanhou o evento de celebração do primeiro aniversário do Bloga8 e do lançamento da plataforma solidária Merakishop.pt – e não é por acaso que a Merakishop menciona “aqui construímos a felicidade”…

Existem muitas teorias sobre emoção e a maioria delas identifica a Felicidade como uma das emoções primárias. continuar a ler

bloga8

[psicologia] Permitam-me a reflexão: educação e aprendizagem

 

img_0024O texto que hoje vos escrevo, é uma reflexão (e um desabafo), sobre a educação e a aprendizagem. Não quero que o entendam como uma verdade única, é apenas um ponto de vista, que entendi poder ser partilhada com os leitores, dando-lhes uma diferente perspectiva.

Confesso que me encontro numa fase de pensamento disruptivo com o actual modelo educativo. As nossas crianças têm pouco tempo, espaço e permissão para, simplesmente serem isso mesmo: CRIANÇAS.

continuar a ler

bloga8, psicologia

[psicologia] Mamã, o que é “cor da pele”?

Já vos aconteceu ir comprar roupa, e ao procurar um tom neutro, alguém menciona “cor da pele”? Pois bem, ontem fui confrontada com a fantástica pergunta:

“Mamã, o que é cor da pele?”

As crianças têm este dom: de questionar o que nós, adultos, tantas vezes tomamos como óbvio e nem sequer reparamos que podemos ser tendenciosos, ao achar que “cor de pele”, tem uma cor específica.

Nesse preciso momento, eu pensei: “cor da pele… geralmente pensamos em tom bege, mas, de facto, pode ser preconceituoso e redutor pensar assim! Tenho de trabalhar já a forma como os meus filhos interpretam esta expressão!” continuar a ler

bloga8, psicologia

[psicologia] Literacia emocional: a importância das emoções boas e más

Todos tendemos a separar as emoções em “boas” – as que nos fazem sentir bem; e em “más” – as que nos fazem sentir menos bem. Mas tentar nomear 10 emoções “boas” e 10 emoções “más”, já se torna um exercício de dificuldade acrescida para alguns de nós.

Muitas vezes, quando questionamos a alguém o que sente, é comum sentir-se a dificuldade de dar nome às emoções sentidas. Nessa impossibilidade, as pessoas procuram metáforas como “borboletas na barriga”, “nó na garganta”, “parece que me caiu o mundo em cima”, “tremo como varas verdes”, entre outros.

Quando o tema se refere a uma criança, muitos pais tendem a “proteger” os seus filhos de emoções menos boas, na tentativa de adiar esse “encontro” e proporcionar apenas as emoções boas às crianças. Isso não é de todo mau, mas também não é totalmente aconselhável.

Quando chegam à idade adulta, as “crianças” que foram protegidas na sua infância, experienciam, muitas vezes, dificuldade em explicar o que sentem, ficam confusas e por vezes irritadas por não dominarem o que sentem. O ciclo reinicia, quando estes (agora) adultos, repetem o mesmo com os seus filhos.

Literacia emocional

Atrevo-me a dizer que encaro a literacia emocional quase como um curso de especialização em nós mesmos (passo o pleonasmo), naquilo que sentimos, conseguindo identificar as nossas necessidades e as necessidades dos outros. continuar a ler

bloga8, Crianças, psicologia

[psicologia] “Até que desapareceste.”

No último texto, escreveu-se sobre resiliência e em como a nossa história não determina o nosso destino. Mas, ainda assim, a nossa história marca o nosso futuro de alguma maneira.

Quando questiono sobre marcos do passado, é comum evocarem-me uma perda de algo ou alguém de referência. A morte, parece ser, ainda, um assunto difícil de se falar e lidar. Mas não tem de ser… proponho que sigam o raciocínio seguinte.

Faz parte da capacidade de resiliência de alguém, ser capaz de “processar” um determinado acontecimento e lidar com ele da melhor forma possível. Porquê? Veja-se desta perspectiva: ainda há vida pela frente. Se sobreviveu, dê novo sentido à sua vida.

Quem sobreviveu (ou sobrevive), de uma forma ou de outra, tem uma nova esperança, uma nova oportunidade de gerirmos da melhor forma o que nos foi dado. Por “dado”, pode mesmo ser uma ferida, uma supressão, uma emoção intensa. Mesmo que a dor de uma perda permaneça, ela existe por um motivo.

Porquê?! continuar a ler

bloga8, psicologia

[psicologia] Resiliência – “A nossa história não determina o nosso destino”

Durante uma aula sobre educação positiva, dei por mim a reflectir sobre o conceito de resiliência e decidi escrever este texto.

Poderá considerar-se verdade que os pais de hoje, têm mais recursos e apoios para educar os filhos; também poderá ser verdade que, actualmente, e talvez mais que nunca, existe uma enorme preocupação sobre o que pode, ou não, ser psicologicamente “traumático” para as crianças (também podem ler, ou reler o texto sobre perda, luto e morte nas crianças aqui).

Não obstante, a história mundial enceta provas de acontecimentos avassaladores, mais frequentes no passado (como, por exemplo, genocídios em massa), mas cujas crianças da altura, conseguiram evoluir para adultos íntegros e integrados na sociedade.

Paralelamente, nos dias de hoje, também se observam crianças em grande sofrimento, perante acontecimentos que, aparentemente, nada se equiparam àqueles acontecimentos avassaladores do passado, que mencionei antes.

Então, porquê que o mesmo passado pode ter diferente impacto em duas pessoas; e o que tem a resiliência a ver com isto? continuar a ler