Autor: Bea

bloga8, Crianças, Opinião|Bea, Parentalidade

“sou um menino agitado”

Era terça-Feira pelas cinco e trinta e cinco e chegaste a nossa casa um pouco aborrecido. Pedi para me ajudares a encontrar a chave do carro para irmos aos correios que fechavam às seis.
Sem resmungar, encontras as chaves e disseste-me com um sorriso rasgado: “estás a ver mãe, sou mesmo bom a encontrar as tuas coisas perdidas”. E és Realmente, és bom a encontrar coisas, como o teu irmão escondido na porta do armário ou até os comandos da consola que eu “arrumo” para não os veres.

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bloga8, Gravidez e Pós-Parto, Opinião|Bea, Parentalidade

avós, querem ajudar?

Quando nasce um bebé nasce uma nova mãe. É daqueles clichés que ouvimos na gravidez e, nomeadamente este, não poderia estar mais certo. Cada gravidez é única. E em cada uma delas nasce uma nova mãe. Do meu primeiro parto, nasceu a mãe do Pedro e do segundo, nasceu a mãe do Miguel. Felizmente, tive muita ajuda dos avós dos meus filhos neste primeiro início da maternidade de cada um deles e isso fez com que algumas coisas corressem bem melhor do que se estivesse sozinha.

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bloga8, Opinião|Bea

o silêncio das inocentes

Há dias, quando lia uma notícia que uma menina de 12 anos tinha ficado grávida de um presumível homem adulto, vi imensos comentários a culpabilizar a criança: que com aquela idade (reforço que tinha apenas 12 anos) já sabia mais que muitas mulheres adultas e que, mentiu, aquando o seu envolvimento com o homem, dizendo que tinha 16 anos. Acontece que, quando o homem soube da sua idade real, continuou a praticar os atos sexuais, inclusivé engravidou a criança.

Eu até posso acreditar que muitas meninas de 12 anos sejam maduras e consigam parecer mais velhas e que, em alguns casos, até tenham conhecimentos da sexualidade que consigam alterar a verdade dos factos para um homem menos astuto e inteligente e até consigo entender que, como há muito homem desesperado, a invenção ou ocultação da idade perante a menor, tenha sido um fator atenuante no início da relação, mas olhando para o caso com mais atenção, reparo em dois ou três aspetos que me fazem refletir:

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Opinião|Bea

mulheres apoiam mulheres

As minhas gajas. Começamos a partilhar os nossos conhecimentos por causa de um projeto em comum sobre as mulheres. Os vários encontros que fizemos foi por causa desse projeto. Fizemos várias fotos, graças ao João. O projeto não andou por causa de vários problemas e nós as quatro já não nos reunimos, juntas, há mais de um ano. Vou-me encontrando com uma ou com outra, pontualmente por diversas causas, mas nunca mais estivemos as quatro. Mas mesmo assim, continuamos a suportar-nos, umas às outras nos mais variados projetos individuais. continuar a ler

bea recomenda, bloga8, Make me Craft

Tudo o que precisa de saber sobre a Giotto be-bè! [inclui teste]

Já tive paredes pintadas, sofás riscados, mesas autografadas e bolas assinadas pelo PF7, tal como um grande jogador, por isso, tendo a arriscar que sou expert no que diz respeito ao decor por parte dos pequenos terroristas que tenho cá em casa. Mas havia uma coisa que me intrigava sempre: como é que vou tirar estas pequenas obras de arte da pele e dos objetos (incluindo a roupa) sem utilizar produtos abrasivos? A resposta era uma: tinham de ser produtos de qualidade, com preocupações com os mais pequenos (sobretudo os bebés) e que fossem laváveis.

Tudo isto pode ser encontrado na gama Giotto be-bè. Vamos ver o teste?

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Opinião|Bea

praxe social

Quando olho para o espelho, sinto muitas vezes medo. Não da velhice, que ainda não me preocupo com essas coisas, mas com o futuro do mundo que deixo para os meus filhos. Infelizmente, a minha preocupação não é o trabalho, não é a larga produção de robots mas sim, a massiva e impulsiva estupidificação humana. E esta semana, foi recheada de exemplos.

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Parentalidade, Relacionamentos

a última bolacha do pacote

Há tanta coisa que muda quando somos pais, que não consigo definir qual delas é a mais profunda: se o corpo da mulher, se a forma de encarar a vida, se o amor incondicional pela aquela criaturazinha que acabou de nascer. O que para nós era uma verdade absoluta quando ainda éramos virgens na parentalidade, agora depois do milagre da vida, aquela verdade não era assim tão absoluta e passou, durante aquelas horas de parto, a uma verdade relativa. E realmente, daquele pedaço da carne da nossa carne, nascem pessoas transformadas, novos seres: os pais.

Nós, enquanto pais, temos o dever de dar aos nossos filhos ferramentas para que eles sejam adultos saudáveis: físicamente mas sobretudo, emocionalmente. A autonomia é essencial na vida. Somos nós que os preparamos para a dureza dos dias de adulto, somos nós que os preparamos para saber lidar com os seus relacionamentos, somos nós que somos responsáveis por transmitir segurança na liberdade que lhes damos e por todos os valores que lhes encutimos, não só nas palavras mas, também, nas ações. continuar a ler