Viagem esp(e)acial [com infoprint bilingue]

A melhor prenda de Natal que recebi foram umas borrachas do sistema solar.  Estas pequenas esferas foram para mim e para os miúdos horas de entretenimento. Confesso que nunca as usarei para apagar uma linha de lápis no entanto, estão em cima da minha secretária e usá-las-ei sempre que puder como o meu pequeno e lindo modelo planetário do nosso sistema solar.

Foi com estas borrachas que eles aprenderam os nomes dos planetas. O Pedro, já sabia alguns, de ouvir nas histórias que lhes contamos, mas não sabia a sequência nem tão pouco sabia que haviam uns maiores que os outros e que entre a Marte e Vénus existia a Terra.

Perguntou-me porque vemos o Sol se está tão longe e porque não vemos Marte que está mais perto, expliquei que o sol era umas quantas vezes maior que marte e fiz uma comparação entre uma formiga no jardim e uma folha caída. Não ficou muito convencido mas foi o que consegui explicar na altura.

O Miguel, mais trapalhão derivado à tenra idade, não consegue deixar as bolas planetárias quietas. Prefere andar com elas sempre, de um lado para o outro e a evocar (para não usar o termo correto: gritar): Este é “Me’cúrio”! Este é o nosso! E por aí adiante.

Esta nossa experiência, levou-me a refletir sobre dois temas muito importantes para mim:

Em primeiro lugar, foi evidente que através dos sentidos, tacto (ou tato, não sei bem como agora se escreve), visão e audição conseguiram aprender a sequência, nomes e morfologia dos planetas do sistema solar, em duas línguas – a materna: português e o inglês. Coisa que, através de diversos livros de cosmologia adaptados à faixa etária dos miúdos, não conseguiram fazer reter com a mesma eficácia nem com a mesma paixão. Só revela, por isso, que as crianças para se sentirem realmente interessadas e motivadas pelo que os rodeia, precisam de EXPERIMENTAR.

E em segundo lugar, fez-me pensar com tristeza, no estudo do espaço. Eu fui uma afortunada porque quer na disciplina de Bio/Geo, quer na disciplina de Física e Química estudei os astros. Sabia que o sol se tornará daqui a uns biliões de anos numa gigante vermelha e que esta originará uma anã branca, sabia quais as reações de fusão que aconteciam nas estrelas. Agora, todos os processos químicos e físicos do espaço foram retirados do programa do Ensino Secundário, deixando um vazio programático.

Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades. Já dizia Camões. O que é certo, é que um povo como o nosso, deveria estar mais atento a outros mares nunca antes navegados. 

Assim sendo, e porque quero que os meus pequenos “descobridores” vejam para além do que os seus pequenos olhos conseguem ver, decidi assim, explorar o universo com eles através de pequenos modelos e imagens simples e sem grandes rodeios.

 

Sintam-se livres para partilhar e imprimir esta imagem 🙂

Esta e outras imagens, estão disponíveis no nosso álbum do Pinterest aqui.

Artigo por Bea

Mulher, mãe de dois rapazes, apaixonada por flamingos e completamente chocoholic. Adora ler, dançar, comer e experimentar coisas novas.

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