Swaddle

[enfermagem] Swaddle: sim ou não?

Até ha relativamente pouco tempo, o swaddle era visto como algo “baby friendly”, algo que esimulava o ambiente intra-uterino e por isso perfeito para aplicar com os nossos bebés.

No entanto, diversos estudos têm sido feitos sobre este assunto e tem sido possivel concluir que, se de facto tem algumas vantagens, os riscos ao recorrer a esta técnica não são negligenciavies.

Estima-se que os mecanismos que levam ao síndrome de morte súbita do lactente (SMSL) envolvam por um lado, a imaturidade do controlo autónomo do aprelho cardiorrespiratório e, por outro, uma falha na capacidade de despertar em resposta a estímulos como a hipóxia (falta de oxigénio) e/ou a hipercápnia (excesso de CO2).

Neste contexto, o swaddle tem sido apontado como um factor de risco para a incidência do SMSL, pois ao embrulhar o bebé há uma diminuição nos despertares expontâneos e um aumento do tempo do sono profundo (onde os despertares expontâneos são menores) o que associado a um fraco controle cardiovascular leva então à tal diminuição da capacidade de resposta a certos estimulos.

Além de um aumento do risco de SMSL, o facto de embrulhar o bebé segundo o esquema usual (imagem 1 e 2), aumenta também o risco de displasia da anca pela posição (não fisiológica) em que colocamos as pernas do bebé.

 

 

Posto isto, podemos concluir que o swaddle convencional apresenta mais riscos que beneficios.

No entanto, podemos igualmente oferecer uma sensação de limite físico (que é o que muitas vezes o bebé precisa) de uma forma mais segura, como mostra a imagem 3:

  • deixar sempre as mãos perto do rosto do bebé, para além de ter necessidade desse contacto isso vai permitir ao bebé ter um estimulo que o “ajude” a despertar caso seja necessário;
  • não apertar demasiado, o objectivo é delimitar o espaço, não fazer contenção;
  • não embrulhar as pernas do bebé, ou seja, fechar a manta apenas até à zona da cintura;

 

 

Espero que este artigo possa ser útil e ajudar os cuidadores a tomar decisões conscientes e a ter mais confiança nas suas escolhas!

 

 

Artigo por Cátia Godinho

Enfermeira Pediátrica | Consultora de babywearing | mãe

Este Artigo tem 1 comentário
  1. Ana diz:

    Bom dia, vim cair aqui depois de ler sobre as toalhitas. Também sou enfermeira. Trabalhei em Inglaterra e trabalho actualmente em França onde fui mãe há 8 meses. Provavelmente como todas as outras jovens enfermeiras aprendi na escola que era positivo. Partilho que vale a pena o debate pelas razões científicas e porque somos sempre nós os pais que decidimos o que achamos melhor para os nossos filhos pesando o positivo e o negativo. Em Inglaterra é o santo graal da prática em puericultura e em França é absolutamente interdito. Prós e contras: depende igualmente do bebé. A minha filha nunca tolerou ser apertada ou encaixada não importa em que circunstância.

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