[pediatria] Gânglios

Super comum a queixa por parte dos pais de notarem nódulos, principalmente na região da cabeça (atrás da orelha e próximo à nuca), ao acariciarem seu filho ou na hora do banho.
Os gânglios (ou linfonodos, termo técnico) são encontrados na cabeça e pescoço, mas também em diversas partes do corpo como virilha, axila, tórax e abdome. Eles funcionam como filtros, fazendo uma verdadeira faxina no organismos, auxiliando no bom funcionamento do sistema imunológico.
São normalmente palpáveis em boa parte das crianças saudáveis, principalmente nos menores de 2 anos de idade, período em que o sistema imunológico está a todo vapor. Na maioria dos casos eles nem estão aumentados, apenas são facilmente perceptíveis. Algumas vezes podem se tornar aumentados por conta de algum processo infeccioso.
Normalmente esses gânglios benignos tem tamanho menor que 1cm (podem variar de acordo com a idade), são móveis e moles ao toque (fibroelásticos). Além disso não há outros sintomas associados: a criança está bem, ganhando peso e feliz. Dor não é um bom parâmetro para avaliar malignidade.

Quando se preocupar?

Linfonodos duros e aderidos, com crescimento rápido e maiores que 2cm, associados a outros sintomas (febre recorrente, perda de peso e sudorese intensa) são alguns sinais de alerta, merecendo avaliação com o pediatra e investigação. Em quadros infecciosos, numa otite ou amigdalite por exemplo, os gânglios podem aumentar de tamanho, mas dentro de algumas semanas após resolução do quadro infeccioso voltam ao normal.

Na dúvida sempre converse com o pediatra! Ele vai deixar-te mais calmo (a) e verificar a necessidade ou não de investigar.

 

Foto: Menta mais chocolate

 

Artigo por Evandro Amorim

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