|cerelac: do trigo à barriguinha do bebé|

Na sexta-feira da semana passada, como muitos souberam através do meu Instagram, rumei a Lisboa a convite da Nestlé para saber como são feitas as papas Cerelac. Já no evento anterior tinha ficado com o bichinho da curiosidade em modo de alerta para conhecer melhor os produtos da Nestlé Infantil e como sou um pouco como o S. Tomé – ver para crer – este convite foi ouro sobre azul.

Com a companhia de outras bloggers rumamos à Herdade Monte dos Pobres para conhecer o trigo que é utilizado para as papas da marca Cerelac.

Fiquei agradavelmente surpreendida quando vi uma extensa seara de trigo, tão bem cuidada e tratada. Saber que daquela tão nobre matéria-prima saem as papas que há mais de 80 anos ajuda mães e pais a alimentar os seus bebés, reconfortou o meu coração.

A chegada

Para verem a qualidade do Trigo

Todas as bloggers presentes

Estes são os responsáveis pela produção, pela qualidade e pela comunicação da papa Cerelac. Ou seja, são os cuidadores dos nossos bebés quando comem a papinha! 🙂

Não obstante da importância que a seara teve neste encontro, o melhor ainda estava para vir: a explicação do fabrico e de embalamento da papa por Miguel Neto, diretor da fábrica de Avanca (fábrica portuguesa onde se confecionam as papas Cerelac). Vestimos uns fatos protetores (como na fábrica) e partimos à descoberta do que contém cada colher de papa.

Aquela tão bem cuidada matéria-prima depois da moagem e de imensos testes bioquímicos e de controlo de qualidade, chega à fábrica, onde novamente é sujeita a mais uma triagem. Segundo Miguel Neto, 99,99% dos cereais vêm em conformidade com o exigido pelo controlo apertado: quer da lei, quer dos requisitos da Nestlé Portugal.

Passado por esse processo inicial, segue-se o CHE (cereais hidrolisados enzimáticamente) – processo este que consiste em “cortar” através da ajuda de enzimas os grandes nutrientes que os cereais contém e, assim, serem mais fáceis de digerir pelos pequeninos. Dessa forma, o bebé terá uma digestão mais fácil após a ingestão da papa.

Seguem-se os processos de misturas húmidas, secagem e suplementação. Este último processo para mim é o essencial. A suplementação é uma das grandes vantagens das papas ditas “industriais”. É aqui que os micronutrientes, como o Zinco, o Iodo, as Vitaminas (das letras quase todas 😀 ) são adicionados. Micronutrientes que não são biodisponíveis todo o ano nos alimentos tradicionais e podem ser suplementados desta forma.

As papas Cerelac (gama azul) não têm açúcares adicionados!

Uma das coisas que tentamos perceber neste encontro foi se as papas Cerelac teriam adição de açúcar. Todas as papas da gama azul da Cerelac são isentas de açúcares adicionados. Ou seja, a única que ainda leva adição de sacarose (açúcar tradicional) é a papa amarela da marca – ou seja, a original.

É um compromisso da Nestlé reduzir o teor de sacarose adicionado na Cerelac original e, até a curto prazo alterar a receita para que mantenha o sabor de sempre, mesmo com teor zero em sacarose.

Após esta explicação de todo o processo prático, passamos para umas breves explicações teóricas de Helena Canário, nutricionista da Nestlé Infant Nutrition e de Hugo Rodrigues, pediatra.

Os bebés não são uns mini adultos.

A apresentação de Helena Canário começou com um emotivo vídeo (sim, confesso que naquele momento tinha algo no olho que me incomodou e por isso surgiu uma lágrima na minha cara). Esse vídeo, recordava todos os momentos que um casal passa desde a descoberta da gravidez até aos dois anos da criança. São esses os 1000 dias do bebé – o foco das atenções dos pais, dos médicos, dos nutricionistas e da Nestlé. Para Helena Canário, e para a Nestlé, esses 1000 dias são os alicerces da construção do adulto. Os bebés não são mini adultos e têm necessidades nutricionais diferentes do adulto: necessitam de 5x mais nutrientes que o adulto e de 2x mais energia que o pai ou a mãe (nota-se agora porque eles conseguem sempre levar-nos à exaustão 😀 😀 😀 ).

Garantiu que a prioridade da Nestlé é acompanhar a investigação científica para dotar os seus produtos com novos sabores e texturas, sempre adequados às diferentes fases de crescimento e com elevados padrões de segurança e qualidade: sem conservantes e com ingredientes criteriosamente selecionados e de preferência com origem nacional.

Sabiam que a papa Cerelac é uma papa com fabrico português?

Helena Canário

Seguiu-se Hugo Rodrigues, pai de dois rapazes, pediatra e blogger (quando não está em consultas). Com uma linguagem descontraída apresentou-nos um relatório de uma investigação que foi realizada em Portugal (2012, EPACI) que visava o estudo do padrão alimentar e o crescimento da criança.  Fiquei completamente estupefacta com o facto de aos 13 meses 82,8% das nossas crianças consumirem sobremesas doces (tipo aletria e leite creme) e que, por exemplo, aos 18 meses 60,6% das crianças residentes em Portugal já beberem refrigerantes. E acreditam que as nossas crianças comem mais 4x da dose recomendada de proteína para a sua idade?

Foi muito útil esta explicação para perceber a importância da sensibilização da alimentação das crianças com mais de um ano. Porque as crianças não devem comer “o que comem os pais” e certos alimentos têm de ser considerados proibidos para o futuro adulto em formação.

Hugo Rodrigues

Regressei ao Porto muito mais confiante e tranquila em oferecer aos meus bebés as papas Cerelac. (A nova papa de Aveia, Manga e Banana é ótima!!).

Para mim, trouxe uma papa personalizadíssima e super saborosa (tenho é de a esconder do pai das crianças!)

 

Para quem quiser saber mais sobre o processo Cerelac, segue um vídeo sobre a Origem dos Cereais:

Obrigada à Sandra, à Maria e à Carla pela amabilidade da cedência das fotografias e da captura de algumas imagens 🙂

É deste trigo que a papa Cerelac é feita. Pode conhecer todo o processo no blog. Link na Bio 🔝

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Artigo por Bea

Mulher, mãe de dois rapazes, apaixonada por flamingos e completamente chocoholic. Adora ler, dançar, comer e experimentar coisas novas.

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