[psicologia] 2017 – Ano da mudança

Todos os anos enfrentamos mudanças. A nossa vida muda, constantemente. Um instante é, por vezes, o suficiente para mudar completamente uma vida, um caminho, um destino.

Uma nova casa. Um encontro inesperado. Um esquecimento. Um roubo. Uma perda.

A nossa família muda – uns partem e outros nascem. A nossa vida profissional muda – uns encontram emprego, outros terminam contratos. Nós mudamos – o Bloga8 mudou e está mais lindo que nunca! E eu, também estou em mudanças e por essa razão estive várias semanas ausente. Este é o primeiro texto que vos escrevo em 2017, e decidi dedicá-lo à MUDANÇA.

Mas… nem sempre MUDAMOS por nossa opção. Porquê?

Mudança

O ser humano é conhecido por ser um “animal de hábitos”, gostamos de viver com alguma previsibilidade e isso transmite-nos alguma segurança e conforto. É da “natureza humana” sentir desconforto quando enfrentamos situações que desconhecemos. O nosso sistema límbico actua, identificando potenciais ameaças e agindo com a função de sobrevivência.

Ao longo da vida, vamos tendo algumas conquistas e quanto mais alcançamos, mais medo temos de perder. Por alguma razão ouvimos dizer “el@ não tinha nada mais a perder e arriscou a sua sorte”.

E o medo?

O medo é um enorme inibidor da mudança. A entrada no desconhecido é o equivalente a sair da nossa zona de conforto. Por muito que se ambicione novidade ou mudança, é geralmente o facto de não se saber o que advirá – se mudamos para melhor ou pior –  que faz com que nem sempre se esteja disposto a arriscar; não se esteja disposto a pagar o preço da probabilidade de falhar. Estatisticamente, existe 50% de probabilidade de bem suceder e também existe igual percentagem de probabilidade de perder o que se alcançou até então.

Vai, com ou sem medo. Mas vai!

O medo é uma resposta natural do nosso organismo. É considerada uma emoção típica do nosso instinto de sobrevivência que, perante o desconhecido, despoleta um estado de alerta e coloca todos os nossos sentidos em vigília.

No entanto, o comportamento de procrastinação (adiamento) é uma forma condicionada de lidarmos com o medo. O medo, se o permitirmos, pode condicionar por completo todas as nossas probabilidades e potencialidades de mudar, de alcançar o que se deseja, pelo simples facto de não nos predispomos a enfrentar o desconhecido e a lidar com esse medo – e consequentemente, acabamos por entrar em comportamento de evitamento e fuga.

É sempre importante racionalizarmos os medos. Eles são uma reacção instintiva, mas não devem condicionar por completo os nossos comportamentos. Devemos tomar consciência do que nos paralisa e entender o que está em jogo.

Então, deixo aqui uma sugestão corajosa: e se usássemos esse medo como potenciador da nossa mudança? E se nos preparássemos, compreendendo como reagimos aos nossos medos? E se enfrentássemos esses medos? E se nos programássemos para nos consciencializar que o medo é o nosso maior desafio e a nossa maior alavanca?

Se mudarmos a perspectiva que temos dos nossos medos, como sendo o próprio medo a primeira etapa ou nível de dificuldade a superar (como que um aquecimento ou preparação), saberemos a força que temos. Se conseguirmos ultrapassar os nossos próprios medos, certamente pouco mais nos poderá deter! Já imaginaram?

A Astrologia e os ciclos de 36 anos

Para os mais supersticiosos, a Astrologia explica que, a cada 36 anos, somos regidos por um planeta diferente, o que atribui uma energia particular ao nosso planeta e a tudo o que nele habita. E não é tudo feito de energia?

Desde 1981 que nos encontrávamos Sob influência do Sol, que se terá traduzido num período marcado por liderança, ego, vitalidade, brilho pessoal, criatividade e capacidade de expressão, egocentrismo, a necessidade de nos afirmarmos no mundo. O ano de 2016 fechou esse ciclo, e com 2017 se inicia um novo ciclo, desta feita sob o domínio do Planeta Saturno.

Saturno é sinónimo de disciplina, responsabilidade, ética e trabalho árduo. Um ano que a astrologia se prevê marcado por bastante responsabilidade e seriedade, resolução, concentração e foco. É o ano do “nós” altruísta, em vez do “eu” egocêntrico.

Dizem que as sementes lançadas, colherão os seus frutos. Será o mesmo que dizer, “quem não arrisca, não petisca” e “quem muda sempre alcança”. Se a vossa força interior não for suficiente, pode ser que encontrem neste ano energias favoráveis. Só falta mesmo superar o que nos bloqueia e arriscar a mudança!

Aqui vos deixo algumas frases de inspiração:

“Vai. Se der medo, vai com medo mesmo.”

“Se não tens coragem, do que adianta teres vontade?”

“Que os teus sonhos sejam maiores que os teus medos.”

“Corre o risco. Se der certo, terás felicidade. Senão, terás sabedoria.”

“Vai com fé, vai a pé, vai no jeito que der!”

“Se der medo, finge que tens coragem.”

Fake it, until you make it!

“Vai, com ou sem medo. Mas vai!”

E, de volta, me despeço. Até breve!

Joana Madureira


BIBLIOGRAFIA E WEBGRAFIA

https://lifestyle.sapo.pt/astral/astrologia/artigos/2017-um-ano-regido-por-saturno

 

 

Artigo por Joana Madureira

Mulher e Mãe de duas crianças. Psicóloga, Formadora, Consultora de Recursos Humanos e Blogger Mentora da marca registada SCHOLA - Educar para a Felicidade.

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