|há coisas que me tiram mesmo do sério| #7 – ESPECIAL NATAL (parte 1)

É natal, é natal, paz e alegria e lá vinha eu atrapalhar a magia pra dizer o que tudo me tira no sério nesta época natalícia.

pai natal

Okay, eu sei que sou muito parva, mas se há coisa que me faz mesmo muita confusão nesta quadra é mesmo o pai natal, por duas razões:

Em primeiro lugar porque os miúdos não são estúpidos – ora se, o Pai Natal está na Lapónia a construir os brinquedos (ou a encomendá-los via Amazon, eBay ou até quem sabe, no Continente Online) porque raio está metido num shopping a tarde inteira com uma barba postiça? Como o Pedrinho é curioso e faz perguntas sobre tudo e todos, evito encontros com o Pai Natal e até na noite de Natal usamos o método infalível e tradicional de ir para a cama, após a consoada e troca de presentes em família, e só na manhã seguinte abrimos os presentes que “miraculosamente” apareceram e não estavam na árvore/lareira na noite anterior.

Se a vulgaridade do Pai Natal me tira do sério, a razão que vou apresentar tira-me menos um bocadinho, apenas porque já fui “obrigada” a usar esta estratégia: Chantagem emocional. “Olha que o Pai Natal está a ver o que fazes”, “Não vais ter prenda nenhuma!” etc etc… O que é certo é que momentaneamente resulta. E não, não se preocupem que não estou a educar os meus filhos a serem interesseiros até porque o Natal dura pouco infelizmente.

presentes

Passamos dum ponto sensível para outro – os presentes. Toda a gente gosta de dar e receber presentes mas quantas vezes olhamos para uma coisa que nos foi oferecida e pensamos: “e agora? que vou fazer com isto?”. Não devia acontecer. Primeiro, porque a distribuição de lembranças devia cingir-se às pessoas chegadas – ou seja, que sabemos mais ou menos o que gostam e o que não gostam – sogros não entram nestes cálculos porque, para mim, são o meu tendão de Aquiles.

Nos presentes também tenho a perceção que quando oferecemos algo que não é comprado mas sim confecionado por nós é visto como “uma prenda menor” apesar de termos dedicado tempo, esforço e sobretudo amor e carinho na preparação, procedimento e apresentação do que fazemos. E nem sempre fica mais barato que um presente de compra – acreditem que eu já fiz alguns com os respetivos cálculos.

Mas, interiormente o que me fica enrolado na garganta é a desigualdade na escolha do presente que ocorre em grande parte das famílias. As prendas “da casa” ficam para a mulher e o homem fica com algo para ele. Felizmente, na minha família, isso nunca aconteceu, provavelmente porque já sabem que a minha reação seria explosiva caso isso acontecesse. Ou seja, a mulher recebe lençóis de banho, roupa de cama, um bibelô enquanto o homem recebe um aftershave, uma camisa ou um cinto. Sinceramente, acho mau gosto. Solução simples e eficaz se realmente quer oferecer um jogo de banho: 1º- Pergunte se realmente faz falta ao casal. 2º Se sim, ofereça ao casal, uma vez que são os dois (ou a família) que vão usufruir do presente e não só uma pessoa.

Mais nada? Claro que há mais, mas só digo depois de dia 25 senão ainda acabo sem consoada, reunião familiar e etc

Artigo por Bea

Mulher, mãe de dois rapazes, apaixonada por flamingos e completamente chocoholic. Adora ler, dançar, comer e experimentar coisas novas.

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