O Avô “Mais-cedo”

Hoje quero contar-vos uma história. A história do Avô Macedo.

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O Avô Macedo era um homem alto e forte, que madrugava e lia de fio a pavio o jornal do dia. Era aquele estilo de pessoa que cumpria um horário de forma exemplar, numa pontualidade que não devia ser apanágio só dos britânicos, mas de todas as pessoas do mundo.

O Avô Macedo, defendia que a pontualidade era um valor a ser cumprido. Tanto, que havia quem lhe chamasse o Sr. “Mais-cedo” – porque o Sr. Macedo defendia que, para não se chegar atrasado, deveria chegar-se um bocadinho mais cedo.

Em 2008, com 71 anos, o Avô Macedo já  estava reformado, mas continuava bastante activo no Clube de Pessoal da empresa em que trabalhou toda a vida. Há 8 anos atrás, o Avô Macedo, encontrava-se a preparar a Festa de Natal daquela empresa, onde entregavam prendas às crianças da família dos funcionários e reformados.

Perto da hora que vos escrevo, o Avô Macedo estava à espera de alguém, que já estava atrasado. O Avô Macedo não gostava de falhar. Mas o seu coração falhou. Sem aviso, sem histórico, sem tempo de reacção.

Há 8 anos atrás, o Avô Macedo partiu “Mais-cedo”.

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Dedico esta história a todos aqueles que perderam um ente querido, qualquer que seja a altura do ano. Em particular, para aqueles cuja perda se dá em épocas ainda mais difíceis na vossa vida. Nunca esqueçam o poder da nossa Voz Interior, da nossa capacidade de Resiliência e da Felicidade dos momentos que passaram juntos.

Hoje, despeço-me com um… Até sempre.

Joana Madureira

Artigo por Joana Madureira

Mulher e Mãe de duas crianças. Psicóloga, Formadora, Consultora de Recursos Humanos e Blogger Mentora da marca registada SCHOLA - Educar para a Felicidade.

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