Desfralde: do sucesso ao fracasso

O desfralde é mais uma etapa importante do crescimento dos nossos pequeninos, e por isso merece especial atenção, nela estão envolvidos aspectos fisiológicos, emocionais e sociais da criança e da sua família.

A maneira como a criança irá atravessar este momento vai depender basicamente de dois factores: a sua maturidade biológica, que permite o controlo muscular dos esfíncteres e a forma com a qual os adultos cuidadores conduzem o processo. Não existe um momento predefinido para o desfralde, cada criança tem o seu próprio tempo de amadurecimento e o importante é ter certeza que ela está preparada e permitir que esta seja uma conquista sua e não uma imposição dos pais.

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Por norma, é por volta dos dois anos que a criança começa a dar os primeiros sinais de prontidão para o processo. Tais sinais acontecem quando percebemos que a criança fica algum tempo com a fralda seca, indicando que os seus esfíncteres estão maduros, pois consegue reter por mais tempo a urina.

Porem, são muitos os casos de crianças que têm um desfralde tardio quer por falta de amadurecimento ou por ações menos corretas por parte dos cuidadores. De forma a corrigir alguns aspetos, deixamos aqui alguns erros que se cometem no decorrer deste processo e que o tornam demoroso a por vezes até psicologicamente prejudicial à criança.

  • Ansiedade dos pais – É importante deixar a criança ser criança. Sem stress, sem ansiedade. Pais ansiosos, filhos ansiosos.
  • Negligenciar ou adiantar os sinais da criança – Todos sabemos que não há duas crianças iguais. Cada criança tem o seu tempo certo para falar, andar, tirar a fralda. Respeitando a vontade da criança é o método ideal para ter bons resultados. Negligenciar um arrancar da fralda ou um sentar no bacio, pode ser tão desastroso como adiantar todo este processo.
  •  Pressão psicológica – É errado repreender o descuido, fazê-lo poderá agravar toda situação e ainda transmitir insegurança à criança. Agindo com insegurança, a criança pode usar o desfralde para chamar a atenção dos pais ou cuidadores, tornando o processo ainda mais complicado.
  • Não celebrar as conquistas – Use a diversão!! Celebre. Cante. Grite. Bata palmas. Faça uma festa. Transmita alegria e orgulho. Confiança!
  • Mudança de rotina – Não é boa ideia iniciar o desfralde paralelamente com alguma mudança na rotina da criança. A chegada de um irmão, a mudança de casa, entrar para o infantário ou uma ida de férias é algo que causa instabilidade à criança mudando desta forma a sua rotina diária. Deixem para quando tudo estiver mais calmo.
  • Não ter a casa preparada – É importante ter alguns objectos para esta fase. A nossa Bea já aqui falou de alguns utensílios que não prescinde para o desfralde. Pode vê-los aqui.
  • Voltar atrás por ocasiões especificas –  Colocar a fralda SÓ para ir a um jantar, a uma festa, a um casamento irá tornar a criança um pouco confusa com esse ‘tira e põe’. A pediatra dos meus filhos costuma dizer ‘A fralda, uma vez tirada não se volta a usar nem para ir tomar café à casa do Obama’.
  • 2 em 1 não é boa opção – Querer juntar o desfralde diurno com o noturno poderá não ser o mais indicado. São processos diferentes. A fralda da noite deve começar a ser retirada quando o amanhecer for cada dia mais seco e quando o desfralde diurno estiver completo. Porem há crianças (com maturidade para isso e por iniciativa própria) que fazem o processo em conjunto, neste caso, é juntar o útil ao agradável.

Faça do desfralde uma etapa lúdica, agradável e natural. Perante o sucesso ou insucesso do retirar das fraldas plante a segurança e a confiança nos seus filhos.

 

 

 

Este artigo tem 0 comentários
  1. Monica santos diz:

    Obrigada meninas. De facto confirma se. Cometo alguns desses erros. Está a ser um deixar a fralda complicado
    Obrigada pelo alerta

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