|yes mom!|

Entramos em casa. Como todos os dias, e ontem não foi exceção, tiramos casacos e calçado, e foram a correr buscar os brinquedos enquanto fazia a sopa.

Chamei-os para virem até mim com um “Meninos!!”. Chega o mais novo e diz: “ye, ma!”. Não percebendo o que ele dizia, passei à frente. Perguntei se queriam comer alguma coisa antes de jantar, responderam prontamente que não. No meio de uma discussão, porque o mais novo tirou o cavalo da Playmobil ao mais velho, ou porque o mais velho tirou o cavalo ao mais novo, não sei ao certo, dirigi-me ao quarto e pergunto: “Que se passa aqui?”. O P diz: “O M tirou-me o cavalo!!”.

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Determinada a acabar com os gritinhos e choros, perguntei porque o estavam a fazer, se havia necessidade daquele comportamento. O P logo, com as mãos fechadas junto da cintura diz determinado:

I’m angry mom! (Estou zangado, mãe!)

Sim, disse-o em inglês. Naquele momento caiu-me tudo. O meu filho, de 3 anos, utilizou uma frase em inglês, perfeitamente contruída, para demonstrar um sentimento que sentia.

Decidimos que eles andariam num colégio bilingue. Achamos que o ensino do Inglês é essencial para a comunicação interpessoal e por isso, optamos por esta valência. Nunca pensei que em apenas 3 meses de Inglês, ele aprendesse de forma a construir frases e a expressar-se tão bem. Depois desta “saída” do P fiquei a pensar que aquele “ye, ma!” não seria a intenção do mais pequenino a dizer “yes, mom!”.

Ao mesmo tempo, fico sempre apreensiva. Será que eles vão saber falar e escrever português corretamente?

E vocês? O que acham do ensino bilingue?

Artigo por Bea

Mulher, mãe de dois rapazes, apaixonada por flamingos e completamente chocoholic. Adora ler, dançar, comer e experimentar coisas novas.

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