[Testemunho] Cá em casa somos 3.

Cá em casa somos 3 (será que devia contar com o periquito?) eu Ana, o L e o M.

Estou com o L há dez anos, uma vida não acham? Ele sempre teve o sonho de ser pai e disse-o desde o inicio, já eu levei algum tempo a receber sinal do relógio biológico. Com o nascimento da minha sobrinha, hoje com sete anos, comecei a despertar para a possibilidade de ter filhos. Em 2011, após cinco anos de namoro, um ano a viver juntos, decidimos que estava na hora de aumentar a família, e com muito amor o nosso pequeno grande sonho, o M, nasceu.

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O M.

Não foi uma gravidez fácil porque fiquei desempregada a meio, um mal que acabou por ser uma grande bênção, para além dos pequenos sustos que o M nos foi dando, mostrando o espírito perseverante que mantém até hoje. Aii estes genes 🙂

Para terem noção como este menino leva a sua avante, deu a volta às 38 semanas e o que era uma cesariana certa, passa a parto normal com uma semana de preparação possível para a mãe. Além disso rebentou a bolsa um dia antes da data prevista para a indução do parto. Ele arranja sempre uma forma de fazer valer a sua vontade o malandreco.

O seu primeiro ano de vida foi recheado de amor, estive com ele em casa até aos 13 meses, o desemprego assim o “permitiu”, mas foi também um período de muitas doenças, maleitas que muitas noites de sono tiraram aos papás, com demasiados medicamentos tomados, demasiadas idas ao médico, um “trauma de bata branca” que felizmente com o tempo passou, pois a saúde melhorou também.

A maternidade transformou-me, cresci como uma miúda egoísta, egocêntrica, que não imaginava abdicar das suas coisas pelos outros, mas uma Mãe dá tudo pelos seus filhos, e com o crescimento do M, desde a barriga até estes quase 4 anos, cresceu também uma nova Ana, a Mãe do M que tudo dá e faz por ele.

Com o contato com outras mães fui criando uma visão da maternidade muito diferente daquela em que fui educada, valorizo o respeito pela criança, pelo ser que se está a formar, e os alicerces deste ser devem ser baseados no exemplo, na empatia, no respeito e muito, muito Amor. A alimentação é algo que valorizo muito também, pela tendência alérgica que ambos temos procuro fomentar uma alimentação variada e saudável.

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O M como já devem ter percebido é o meu mundo, tem sido uma jornada mágica, claro que com imensos desafios. Ele nasceu com os rins dilatados e foram dois anos de ecos e coração nas mãos a qualquer febre que podia ser de infeção urinária, mas o nosso maior inimigo não foi esse, mas sim a malfadada otite cerosa que o acompanha, que já originou mais de quinze otites, mais quinze  antibióticos e até uma semana de surdez temporária.  A isto aliou-se uma intolerância à lactose que gerou meses de diarreias e perdas de peso que associávamos a gastros e que só com a tirada do leite se resolveu.

Sim, tem sido mágico mas também um pouco duro. O que ajudou?  Um pai maravilhoso, um filho muito especial, que é um doce de miúdo, com as fases de qualquer criança que está a crescer, a conhecer  o mundo e a conhecer-se, que se quer afirmar à sua maneira, mas que tem um fundo tão ternurento que tem sido um prazer crescer com ele.

Sim, tem sido um sonho, apesar das inúmeras provas, faria tudo outra vez e quem sabe em breve a R deixa de ser uma mana imaginária para ser uma mana real? 🙂

Sim, cá em casa somos 3, o periquito não conta, mas quem sabe não seremos um dia 4.

Acho que seriamos ainda mais felizes, porque amor temos muito para dar!

Ana e a sua família de 3.

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